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O Amor e suas formas de ser

O Amor e suas formas de ser

Nesta reflexão sobre o amor resgato alguns conceitos e as formas em que o amor se manifesta, tanto no amar quanto no permitir ser amado.

Como definir o amor?

O poeta e místico São Francisco de Assis afirmou: “o amor não é amado”. Até o amor preciosa ser reconhecido, considerado, cuidado, amado.

De formas tão distintas ele é vivido, representado, cantado, poetizado, experienciado, expressado, anunciado, enfim, amado ou mal-amado.

Eu não saberia definir o amor, até porque creio, não se define. Não me atraem as definições e sim dos sentidos e significados.

Um dia na minha adolescência compus uma canção que dizia: “amor tão bandido, tão grande e pequeno, infinito nas águas do meu coração”. Expressava o momento em que o sentia e ele fazia doer meu coração. Mas ele estava ali pulsando mesmo que na dor.

O que me vem à mente hoje é que o amor precisa ser cuidado.

São gestos, os mais livres e singelos que dentre tantas coisas que vivemos podem traduzir o que ou quem amamos de coração.  

Seligman, expoente da teoria do bem-estar, autor da obra Florescer afirma: “o maior poder que alguém tem é a capacidade de ser amado/a”. 

O espaço que geramos para que alguém nos ame é a possibilidade de viver com realização e sentido.

Não há como deixar-se amar, se não criamos esse espaço como possibilidade de cuidado: permitirmo-nos ser amados, ser amadas.

A vida nos ensina, desde a mais tenra idade, que as identidades e as memórias afetivas vão se formando nas experiências amorosas de entregas e confianças de afetos.

E quando penso em casais apaixonados, no portal de um casamento, uma bênção de amor, o beijo é como o selo da verdade e do consentimento do amor.

Um gesto tão íntimo e público ao mesmo tempo. É como dizer: eu sou você e você sou eu, no amor.

Recordações do casamento de Renata e Rafael

Dos tipos de amor

O amor é conexão profunda e universal. Uma emoção que nasce de um sentimento e chega, ao que os Gregos chamam de Ágape, uma atitude capaz de dar a vida por algo maior que a própria existência.

Alguns dizem que os Gregos têm três compreensões do amor: o Eros, o philia, e o ágape. Na verdade, a compreensão de amor, para eles, se aproxima de quinze sentidos ou significados. O princípio do amor é o sentimento, às vezes doentio ou cego, como é conhecida a paixão.

Pathos, sentimento, é o princípio da atração entre os Seres e que pode ser renovada em um casal em qualquer momento da vida e da relação, como por exemplo, para ‘aquecer-se’ em meio as rotinas.

O amor philia, o amor amizade, confere um sentido de companheirismo e se revela pelas atitudes de confiança do coração.

Ah sim, e o amor Eros, tantas vezes prejudicado pelo falso significado cultural? O Eros é a força vital, o amor do corpo, o amor apaixonado que dá sentido e presença à própria alma. O corpo expressa a emoção e o estado de espírito de quem se entrega em uma relação incondicional de amor.

Por fim, o amor ágape, que apontei no início.

A partir desse ‘sentido maior e mais profundo de amor’, um dia Daniela, minha esposa, questionou: “Para quem acordas todos os dias? ”.

Sem esquecer de acordar para ti, tens um sentido maior quando teu amor é generosa presença, sentimentos, corpo e alma para alguém que encontrou em ti a maior razão de viver: Amar.

Como reza Carlos Drummond de Andrade: “O Universo te fez encontrar o verdadeiro amor”.

Gustavo Balbinot


Seguindo a reflexão

Para você, o que significa o amor?

Quais foram as experiências de vida que te mostraram manifestações do amor?

Como podemos cultivar essas várias formas de amar no cotidiano?

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Comentários: 1

  1. Renata disse:

    Que lindo, Gustavo!
    Estou redescobrindo o amor. Hoje, sei que pode ser bom e recíproco.
    Parabéns pela linda reflexão!

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